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Contrastes na Amazonia

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Solos inférteis e isolamento, enquanto projeta uma possível redenção econômica através da retomada estratégica e tecnológica dos seringais locais. Mas o futuro não “quis” assim. O fracasso - Porto dos Gaúchos, na verdade, é o exemplo histórico de um engano que qualquer nova colonização está sujeita a sofrer, com o perigo de se criarem áreas desertificadas. Num lote aberto no qual a agricultura não se desenvolve, a mata derrubada não volta a crescer. Em 1956. quando Guilherme Meyer, o "Willi", acompanhado por dezenas de famílias gaúchas. abriu aquela que seria a primeira colonização do norte, às margens do rio Arinos, a força de vontade era a mesma que se observa agora em lugares mais recentes. Os primeiros testes com o plantio de milho nas barrancas do rio foram promissores. E o milho é o parâmetro para se medir a fertilidade da terra. Mas, depois, avançando mata adentro, veio a decepção — o cereal só cresceu mesmo naquela barranca onde hoje se localiza o porto da estagnada c...

Deus me proteja de mim…

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Distopias catarinenses: “humanidade” pelo cão e indiferença com o racismo humano. O Estado de Santa Catarina é hoje o “estado-maior do bolsonarismo”. No segundo turno de 2022, Bolsonaro obteve cerca de 69,67% dos votos válidos no Estado. Também é um Estado onde proliferam células neonazistas, cujos valores são manifestados sem o menor pudor em várias instâncias públicas (prefeituras, câmaras de vereadores, assembleia legislativa e governo do Estado), nas instituições de ensino e nas relações sociais e pessoais. Originalmente terra dos indígenas Carijós, Santa Catarina foi invadida pelos europeus em 1526, por Sebastião Caboto. Os indígenas foram escravizados, dizimados e quase exterminados — os que sobraram são alvo de racismo e nenhum respeito à sua cidadania. Estão nestas situações os também indígenas Kaingang, Xokleng e Guarani. Nos anos de 1920 e 1930, o estado flertou com o nazismo, quando foi considerado uma das maiores adesões ao Partido Nazista fora da Alemanha. A primeira célul...

Horácio sendo Horácio.

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No livro SALTO VELOSO (RE)CONTA SUA HISTÓRIA. “QUEM SOMOS. DE ONDE VIEMOS”, A saudosa Alzira Scapin coletou um testemunho do “NEGO HORÁCIO” “Antigamente muitos caboclos que moravam lá pelas bandas de Palmas ou mesmo em Água Doce faziam roças no Veloso, pois naquela época a terra não tinha dono; só diziam que era da 'Companhia'. A caboclada plantava milho e depois vendia para os fazendeiros que faziam a ceva dos porcos. O milho era levado da roça até os galpões das fazendas no lombo de mulas. Isso aconteceu durante muitos anos, assim os caboclos ganhavam um dinheirinho." "Eu conheci o velho Veloso, o Antonio Veloso pai. Sim, porque tinha o Antonio Veloso Filho, que também morou nessas bandas por muito tempo. O velho Veloso era um homem baixote, meio gordo, falava pouco e trabalhava bastante. Ele tinha um rancho ali, logo abaixo da Colônia Brinco, onde morava com a família. Lutava com roça e ainda ganhava algum dinheiro com a tropa de mulas, carregando sal para os fazen...

Parábola Brazil

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  O Alerta da "Brasilização" A ECONOMIA MUNDIAL oferece muitos contos de advertência. A inflação da Argentina mostrou o perigo de tratar um banco central como um caixa eletrônico. A estagnação da Itália mostra o lado negativo de aderir a uma união monetária com altas dívidas herdadas. A Grã-Bretanha sofreu com o Brexit, que ergueu barreiras comerciais com seus vizinhos mais próximos. Mas o alerta mais oportuno para muitas das grandes economias do mundo vem do Brasil. Como relatamos, o Brasil tem um crescimento econômico decente, um banco central independente e seu orçamento primário — ou seja, excluindo o pagamento de juros — está quase equilibrado. Sua dívida líquida, em 66% do PIB, é alta para os padrões de mercados emergentes, mas baixa para os padrões do mundo rico. O Brasil, no entanto, tem um grande problema: seu governo deve pagar taxas de juros estratosféricas para custear suas dívidas. Controlar a inflação exigiu que o banco central fixasse as taxas de curto prazo em...

A História Cultural dos Gramados

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Como um pedaço de grama virou símbolo de poder, status e riqueza O gramado como algo “natural” — ou nem tanto O que é verdadeiro para as grandes revoluções sociais é igualmente verdadeiro para o micronível da vida cotidiana.  Um jovem casal construindo uma nova casa pode pedir ao arquiteto um belo gramado no jardim da frente. Por que um gramado? “Porque gramados são bonitos”, o casal poderia explicar. Mas por que eles pensam assim? Existe uma história por trás disso. Os caçadores-coletores da Idade da Pedra não cultivavam grama na entrada de suas cavernas. Nenhum prado verde recebia os visitantes na Acrópole ateniense, no Capitólio romano, no Templo Judeu em Jerusalém ou na Cidade Proibida em Pequim. A ideia de cultivar um gramado na entrada de residências privadas e edifícios públicos nasceu nos castelos dos aristocratas franceses e ingleses no final da Idade Média. No início da era moderna, esse hábito criou raízes profundas e tornou-se a marca registrada da nobreza. Gramad...

Amor ao invés de medo. E isso em 1967.

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 Retirado da edição de julho de 1967 da extinta revista Realidade.