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“Miliciano” não sobe a rampa.

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 Não surpreende a postura de Flávio Bolsonaro (PL) ao preferir criar cenários sem apresentar provas do que a de reconhecer a derrota para Lula (PT), neste domingo (25). Surpresa seria se o senador do Rio de Janeiro seguisse um caminho diferente daquele adotado pelo pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que em 2022 também não reconheceu a derrota para Lula e, posteriormente, foi preso por tentativa de golpe de Estado. Flávio, em 2026, portanto, repete a postura golpista do pai. Não reconhece a derrota e prefere inventar um cenário. Mais do que isso: criticou a prorrogação do horário da eleição sem citar que o próprio PL fez o mesmo pedido ao longo do dia. A derrota de Flávio passa por muito pontos. Esta coluna poderia fazer uma lista de pontos específicos e discorrer sobre eles, mas o próprio candidato evitou qualquer análise neste sentido ao preferir resumir a derrota a um discurso de postura golpista. Numa eventual lista de motivos para a derrota do senador carioca, entre...

Muito mais que nove dedos

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A perda da democracia rondou a campanha de 2026. Para não ver o perigo seria preciso esquecer a história recente do país. A frase de Flávio Bolsonaro parecia ter sido treinada na preparação do candidato e não um chiste que saiu no calor do debate. Era isso mesmo que ele queria dizer. Quando falou dos nove dedos do presidente Lula, a plateia que ele levou ao debate riu. O candidato queria humilhar Lula, mas, na verdade, revelou quem é e no que acredita. É a exaltação da cultura que machuca quem tem alguma limitação física, que exalta apenas os fortes, os definidos como "normais". A cultura que exclui e espalha cicatrizes em crianças tratadas com desprezo nas escolas, por qualquer diferença que tenha em relação ao padrão dominante. A perversidade que fere milhões e que precisou de uma palavra em inglês para ser definida. É o "bullying".   Os nove dedos não definem Lula. Lembram que, sem a proteção das leis e dos equipamentos adequados, o mundo do trabalho produz mutil...

Histórias cruzadas

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Belém Brasília 1970

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 Conteúdo retirado da extinta revista Realidade edição de Dezembro de 1970.

David chegou

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    Canadá  Não pede desculpas. Mark Carney e seu país têm algo a ensinar às potências intermediárias. O Canadá vem se aproveitando dos Estados Unidos há décadas. Como um parasita, desfruta dos benefícios de ser o querido 51º estado americano sem dar nada em troca. Os canadenses sabem que não poderiam viver sem a proteção dos Estados Unidos, mas seu ingrato primeiro-ministro, Mark Carney, recusa-se a se curvar ao grande e belo país do outro lado da fronteira. É assim que Donald Trump enxerga o Canadá, e essa visão não deixa espaço para benefícios mútuos entre os dois aliados. O presidente intimidador está aumentando as tarifas. Renomeou a margem sul do lago Ontário como Lago América. Em resposta, os consumidores canadenses estão cuspindo fora seu bourbon do Kentucky e deixando de viajar para Las Vegas. Carney, no cargo há 18 meses, continua desafiador, protagonizando um confronto prolongado, dramático e fascinante. A esta altura, seria de esperar que Carney já tivesse ced...