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De volta ao básico

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  Regresso à moda antiga Alunos nórdicos estão a regressar aos livros e às canetas QUANDO CECILIA ROSENBAUM viu uma escadaria em forma de lombadas de livros, onde a parte vertical de cada degrau estava decorada com autocolantes coloridos que mostravam "Peter Pan", "Charlie e a Fábrica de Chocolate" e outros títulos de livros infantis adorados, decidiu copiá-la para a sua escola. A diretora da Montessori Mondial Kungsholmen, uma grundskola (escola de ensino básico obrigatório de nove anos), tem como missão fazer com que os seus alunos leiam mais. Durante o intervalo, os livros são levados para o parque em frente à escola. Cada dia começa com 15 minutos de leitura na sala de aula. Um dia por semana, o professor lê em voz alta para todos. Outrora o país com a taxa de alfabetização mais elevada do mundo, os padrões de leitura da Suécia têm vindo a diminuir ultimamente. Em 2022 (os dados disponíveis mais recentes), a pontuação de leitura da Suécia no PISA, um estudo...

Os dois Brasis

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Guaribas e Nova Pádua Brasileiros de todos os perfis são atraídos por um tipo mais moderado de política. O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Graças ao seu passado colonial e escravocrata, também é um dos mais miscigenados. Atravessá-lo pode dar a sensação de visitar continentes diferentes. A floresta amazônica dá lugar a desertos e a litorais com palmeiras no Nordeste. A maior parte da população é mestiça. Ao voar para o Sul, surgem vilas marcadas por casas em estilo enxaimel e vinhedos, construídos por descendentes de imigrantes alemães e italianos. São Paulo é a capital mundial dos helicópteros, onde elites se deslocam entre apartamentos de luxo em cerca de 2.000 voos diários. Enquanto isso, em Santarém, na Amazônia, 96% dos moradores não têm saneamento básico. Seria de se esperar que tais disparidades gerassem profundas divisões políticas. Na década de 2010, após três décadas de democracia, o Brasil tornou-se mais polarizado. A principal força política, o Partido dos T...

Todos querem a China

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  Os rivais da China estão aprendendo como obter o que a China não quer compartilhar Eles costumavam reclamar da transferência excessiva de tecnologia para a China. Mas, no último ano, líderes empresariais e políticos ocidentais começaram a temer que muito pouco esteja acontecendo. Eles não se preocupam mais tanto com a tecnologia ocidental caindo em mãos chinesas; em vez disso, temem que a China seja agora eficaz demais em impedir que suas melhores inovações passem para estrangeiros. Um ex-oficial de comércio chinês reage a essa mudança com empatia, em vez de deboche. "É um pouco hipócrita, mas é compreensível", diz ele. Pode ser tentador transformar isso em uma peça moralista, como se os países fora da China estivessem recebendo o que merecem. Mas, no fundo, este é um problema prático, uma questão de saber se a China será capaz de cavar um fosso em torno de suas tecnologias líderes mundiais, de veículos elétricos (EVs) a robôs movidos por inteligência artificial. Chaguan in...

Contrastes na Amazonia

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Solos inférteis e isolamento, enquanto projeta uma possível redenção econômica através da retomada estratégica e tecnológica dos seringais locais. Mas o futuro não “quis” assim. O fracasso - Porto dos Gaúchos, na verdade, é o exemplo histórico de um engano que qualquer nova colonização está sujeita a sofrer, com o perigo de se criarem áreas desertificadas. Num lote aberto no qual a agricultura não se desenvolve, a mata derrubada não volta a crescer. Em 1956. quando Guilherme Meyer, o "Willi", acompanhado por dezenas de famílias gaúchas. abriu aquela que seria a primeira colonização do norte, às margens do rio Arinos, a força de vontade era a mesma que se observa agora em lugares mais recentes. Os primeiros testes com o plantio de milho nas barrancas do rio foram promissores. E o milho é o parâmetro para se medir a fertilidade da terra. Mas, depois, avançando mata adentro, veio a decepção — o cereal só cresceu mesmo naquela barranca onde hoje se localiza o porto da estagnada c...

Deus me proteja de mim…

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Distopias catarinenses: “humanidade” pelo cão e indiferença com o racismo humano. O Estado de Santa Catarina é hoje o “estado-maior do bolsonarismo”. No segundo turno de 2022, Bolsonaro obteve cerca de 69,67% dos votos válidos no Estado. Também é um Estado onde proliferam células neonazistas, cujos valores são manifestados sem o menor pudor em várias instâncias públicas (prefeituras, câmaras de vereadores, assembleia legislativa e governo do Estado), nas instituições de ensino e nas relações sociais e pessoais. Originalmente terra dos indígenas Carijós, Santa Catarina foi invadida pelos europeus em 1526, por Sebastião Caboto. Os indígenas foram escravizados, dizimados e quase exterminados — os que sobraram são alvo de racismo e nenhum respeito à sua cidadania. Estão nestas situações os também indígenas Kaingang, Xokleng e Guarani. Nos anos de 1920 e 1930, o estado flertou com o nazismo, quando foi considerado uma das maiores adesões ao Partido Nazista fora da Alemanha. A primeira célul...

Horácio sendo Horácio.

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No livro SALTO VELOSO (RE)CONTA SUA HISTÓRIA. “QUEM SOMOS. DE ONDE VIEMOS”, A saudosa Alzira Scapin coletou um testemunho do “NEGO HORÁCIO” “Antigamente muitos caboclos que moravam lá pelas bandas de Palmas ou mesmo em Água Doce faziam roças no Veloso, pois naquela época a terra não tinha dono; só diziam que era da 'Companhia'. A caboclada plantava milho e depois vendia para os fazendeiros que faziam a ceva dos porcos. O milho era levado da roça até os galpões das fazendas no lombo de mulas. Isso aconteceu durante muitos anos, assim os caboclos ganhavam um dinheirinho." "Eu conheci o velho Veloso, o Antonio Veloso pai. Sim, porque tinha o Antonio Veloso Filho, que também morou nessas bandas por muito tempo. O velho Veloso era um homem baixote, meio gordo, falava pouco e trabalhava bastante. Ele tinha um rancho ali, logo abaixo da Colônia Brinco, onde morava com a família. Lutava com roça e ainda ganhava algum dinheiro com a tropa de mulas, carregando sal para os fazen...

Parábola Brazil

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  O Alerta da "Brasilização" A ECONOMIA MUNDIAL oferece muitos contos de advertência. A inflação da Argentina mostrou o perigo de tratar um banco central como um caixa eletrônico. A estagnação da Itália mostra o lado negativo de aderir a uma união monetária com altas dívidas herdadas. A Grã-Bretanha sofreu com o Brexit, que ergueu barreiras comerciais com seus vizinhos mais próximos. Mas o alerta mais oportuno para muitas das grandes economias do mundo vem do Brasil. Como relatamos, o Brasil tem um crescimento econômico decente, um banco central independente e seu orçamento primário — ou seja, excluindo o pagamento de juros — está quase equilibrado. Sua dívida líquida, em 66% do PIB, é alta para os padrões de mercados emergentes, mas baixa para os padrões do mundo rico. O Brasil, no entanto, tem um grande problema: seu governo deve pagar taxas de juros estratosféricas para custear suas dívidas. Controlar a inflação exigiu que o banco central fixasse as taxas de curto prazo em...