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O Cedro do outono

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No descampado, onde o outono respira,   O cedro se eleva, frondoso e quieto,   Sua copa dourada, que o vento inspira,   Guarda o segredo do verão desfeito.   Os galhos, ainda banhados de luz,   Estendem-se ao céu num último abraço,   Enquanto o sol, que o horizonte conduz,   Pinta de âmbar seu silencioso espaço.   As folhas, em tons de ouro e rubi,   Dançam leves, num ritmo de despedida,   E o cedro, imóvel, parece dizer:   "Tudo é passagem, tudo é vida."   O crepúsculo chega, frio e sereno,   E a sombra se alonga no chão deserto,   Mas a árvore guarda, num brilho pequeno,   A memória do dia já aberto.   No descampado, o cedro permanece,   Um gigante de outono, solene e calmo,   Enquanto a noite, que lentamente adormece,   Cobre o mundo num manto de alívio e de almíscar.   E assim ele fica, entre o dia e a lua,   Testemunha do tempo, do vento, da sorte,   O cedro é poesia, é rai...

Made in roça.

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Idamaria era uma menina de apenas seis anos, mas já demonstrava uma conexão especial com a natureza e uma vontade imensa de ajudar sua família. Morando em uma pequena propriedade rural, ela cresceu cercada por campos verdes, animais e o trabalho que mantinha tudo funcionando. Desde cedo, aprendeu que cada membro da família tinha um papel importante, e ela, mesmo pequena, queria fazer sua parte. Um dia, ao ver seu pai e sua mãe colhendo alfafa para alimentar os animais, Idamaria decidiu que também poderia ajudar. Com suas mãozinhas ágeis e um coração cheio de determinação, ela pegou uma pequena cesta de vime e seguiu para o campo. O sol brilhava suavemente, e o vento trazia um cheiro fresco de terra e plantas. Idamaria se sentia feliz, como se aquele momento fosse uma grande aventura. A alfafa, com suas folhas verdes e vibrantes, parecia dançar ao sabor da brisa. Idamaria se abaixava com cuidado, colhendo os ramos com uma precisão surpreendente para uma criança de sua idade. Ela cantaro...

A Saideira

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  NÃO SABIA QUE TINHA UMA DOENÇA A jornalista Barbara Gancia, de 67 anos, relata como superou o alcoolismo e redescobriu sua vida desde então.   Minha mãe conta que a primeira vez que bebi foi aos 3 anos de idade, o que depois se repetiu aos 6 e aos 9. Quando trago esse assunto no meu livro A Saideira (cuja nova edição, revista e ampliada, acaba de ser lançada pela Editora Matrix), crio muito alvoroço, porque as pessoas pensam que comecei a beber na infância. Não é bem assim: gosto de citar essa história porque, no alcoolismo, a genética é bastante significativa. Os aspectos social e ambiental têm, sim, relevância, mas é essa herança que define se você vai gostar ou não de beber e a sua tolerância aos goles. E claro que cada caso é um caso, mas, com frequência, a gente começa a beber porque sente que aquilo é gostoso. Veja, eu estudei em uma escola inglesa e lá a cultura era beber... Se você não bebia, ficava de fora. Eu era ansiosa, tí-mida, mas lembro que, quando tomei meus ...

Bill Gates - 2025

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O STF que o Estadão não mostra

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  No último ano, o jornal O Estado de S. Paulo produziu mais de 40 editoriais tendo por objeto o Supremo Tribunal Federal (STF) ou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgãos que presido. Por um lado, tal fato revela a importância que o Judiciário tem na vida brasileira, seu papel na preservação da estabilidade institucional e nas conquistas da sociedade. O Brasil é o país que ostenta o maior grau de judicialização do mundo, o que revela a confiança que a população tem na Justiça. Do contrário, não recorreria a ela. E, no entanto, praticamente todos os editoriais foram duramente críticos, com muitos adjetivos e tom raivoso. Ainda que não deliberadamente, contribuem para um ambiente de ódio institucional que se sabe bem de onde veio e onde pretendia chegar. Ao longo do período, o jornal não vislumbrou qualquer coisa positiva na atuação do STF ou do CNJ. Faz parte da vida. Parafraseando Rosa Luxemburgo, liberdade de expressão é para quem pensa diferente. Mas o que existe está nos ol...

E “somos” 24,8%

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CADA  vez mais os casais valorizam a individualidade e independência, sem ceder à pressão exercida por quem trata a maternidade como obrigação, não como opção. Busca por independência, maior liberdade e uma conexão mais forte entre o casal. Esses são alguns dos motivos elencados pelos pares que não desejam ter filhos. Em outubro do ano passado, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou dados do Censo 2022 que colocam Santa Catarina como o estado com maior número de casais sem filhos no país. As prioridades que mudam com o tempo Desafios encontrados durante a convivência também podem levar à decisão de não ter filhos. Ricardo José Diehl  e Marília Bottin Diehl, moradores de Luzerna, no Meio-Oeste de SC, lembram que pensavam na possibilidade de serem pais, mas foram deixando o desejo de lado. “Quando éramos mais novos, nós sonhávamos em ter filhos. Mas foram vários fatores que nos levaram a tomar essa decisão de não ter”, lembra Ricardo. Ricardo conta que...

Quando tomba - Literalmente

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  Residência Brazilio Celestino de Oliveira em Joaçaba.Projeto de arquitetura de revitalização de edificação urbana - detalhamento de projeto. Casa de Família - Projetada e construída nos anos 50. Moderna e avançada na concepção, para a época. Ampla, confortável, ensolarada, excelente localização central – esquina das ruas Salgado Filho e Felipe  Schmidt.  Dois pavimentos, em alvenaria com entrepiso em madeira. Implantação com recuos frontal e lateral e grande área ajardinada nos fundos do terreno. No pavimento térreo, áreas  sociais e de serviço. No segundo pavimento, dormitórios, banheiros, estar e sacada. Ampla escada em madeira interligando os dois pavimentos. Mais tarde, foi vendida e permaneceu fechada (sem uso). Passado algum tempo, foi adquirida por Dr José Firmo Bernardi para abrigar a sede de laboratório de análises clínicas, tradicional, em fase de expansão. Após detalhado estudo e estabelecido um programa de necessidades físico e espacial, sofreu uma inte...