A História Cultural dos Gramados
Como um pedaço de grama virou símbolo de poder, status e riqueza “O que é verdadeiro para as grandes revoluções sociais é igualmente verdadeiro para o micronível da vida cotidiana.” O gramado como algo “natural” — ou nem tanto Um jovem casal, ao construir uma nova casa, pode pedir ao arquiteto um belo gramado no jardim da frente. Por quê? — Porque gramados são bonitos, diriam. Mas por que pensamos assim? A resposta não está na natureza, e sim na história. Antes da grama, o mundo Os caçadores-coletores da Idade da Pedra não cultivavam grama na entrada de suas cavernas. Nenhum prado verde recebia visitantes: na Acrópole ateniense, no Capitólio romano, no Templo Judeu em Jerusalém, ou na Cidade Proibida, em Pequim. A ideia de cultivar gramados diante de residências privadas e edifícios públicos nasceu nos castelos da aristocracia francesa e inglesa, no final da Idade Média. Gramado: um luxo inútil (e justamente por isso valioso) No início da era moderna, o grama...