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A História Cultural dos Gramados

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Como um pedaço de grama virou símbolo de poder, status e riqueza “O que é verdadeiro para as grandes revoluções sociais é igualmente verdadeiro para o micronível da vida cotidiana.” O gramado como algo “natural” — ou nem tanto Um jovem casal, ao construir uma nova casa, pode pedir ao arquiteto um belo gramado no jardim da frente. Por quê? — Porque gramados são bonitos, diriam. Mas por que pensamos assim? A resposta não está na natureza, e sim na história. Antes da grama, o mundo Os caçadores-coletores da Idade da Pedra não cultivavam grama na entrada de suas cavernas. Nenhum prado verde recebia visitantes: na Acrópole ateniense, no Capitólio romano, no Templo Judeu em Jerusalém, ou na Cidade Proibida, em Pequim. A ideia de cultivar gramados diante de residências privadas e edifícios públicos nasceu nos castelos da aristocracia francesa e inglesa, no final da Idade Média. Gramado: um luxo inútil (e justamente por isso valioso) No início da era moderna, o grama...

Amor ao invés de medo. E isso em 1967.

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 Retirado da edição de julho de 1967 da extinta revista Realidade.

O “Boicote”

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  Boicote às Havaianas revela fragilidade estratégica do bolsonarismo, analisa José Geraldo de Sousa Jr. Para o professor da UnB, tentativas de cancelamento contra marcas famosas costumam gerar o "efeito reverso", transformando o ataque em propaganda gratuita e despertando o desejo de consumo no público. Destaques da análise: • O Efeito Bumerangue: José Geraldo compara o caso a boicotes históricos contra Coca-Cola e McDonald’s. Segundo ele, o movimento ativa gatilhos psicológicos que aumentam a visibilidade do produto, atingindo até quem não compreende a motivação política da ação. • Coesão pelo Conflito: Após derrotas políticas e jurídicas, o bolsonarismo utiliza esses ataques para manter a base mobilizada. "É uma tentativa de criar coesão interna através do afeto e do ódio, mesmo que desconectada da realidade", afirma o professor. • Inimigos Imaginários: A reação à campanha com Fernanda Torres é vista como uma simplificação grosseira do debate. Para Geraldo, ao ro...

Recalculando a rota

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A inteligência artificial apresenta oportunidades deslumbrantes para as crianças, mas também riscos preocupantes. Pode ser que as meias de Natal contenham mais surpresas do que o NATAL de costume neste ano, já que as crianças abrem presentes que podem responder. Fabricantes de brinquedos na China declararam 2025 como o ano da inteligência artificial (IA) e estão produzindo robôs e ursos de pelúcia que podem ensinar, brincar e contar histórias. Crianças mais velhas, por sua vez, estão vidradas em vídeos virais de IA e jogos aprimorados por IA. Na escola, muitas estão sendo ensinadas com materiais criados com ferramentas como o ChatGPT. Algumas estão até aprendendo ao lado de tutores-chatbots. No trabalho e na brincadeira, a IA está reconfigurando a infância . Ela promete a todas as crianças o tipo de criação que antes estava disponível apenas para os ricos, com tutores particulares, programas de estudos personalizados e entretenimento sob medida. As crianças podem ouvir músicas composta...

Porto dos Gaúchos – a cidade que nasceu desafiando a selva

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Quem viveu cinco anos no norte de Mato Grosso, como eu, acaba desenvolvendo uma curiosidade quase irresistível por Porto dos Gaúchos. A cidade sempre me pareceu um mistério: como foi possível fundar, em pleno coração da Amazônia mato-grossense, um povoado nos anos 1950, décadas antes da BR-163 (Cuiabá-Santarém) ou de qualquer infraestrutura mínima de sobrevivência? A resposta chegou em forma de uma obra monumental: um livro de quase 400 páginas organizado por Henrique Meyer, filho do lendário colonizador Guilherme “Willy” Meyer (falecido em 1994). Com a ajuda dos irmãos Ingrid e Neac Arigbátsa, Henrique reuniu fotografias, recortes de jornais, boletins da empresa colonizadora e relatos de época para contar, em detalhes impressionantes, a saga dos pioneiros que transformaram a Gleba Arinos em uma das cidades mais antigas e simbólicas do norte matogrossense. Trata-se de uma experiência de colonização privada e visionária, rara no Brasil. Em 1955, partindo de Santa Rosa (RS), Willy Meyer ...